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A candidata do PSB ao Senado por São Paulo, Simone Tebet, defendeu nesta segunda-feira (3), em São Carlos (SP), que os recursos da União sejam repassados diretamente aos municípios, para fortalecer a capacidade das prefeituras de atender às demandas da população.
Para Tebet, os investimentos federais devem priorizar as necessidades reais de cada cidade, sem o uso de “emendas secretas”. “Esse dinheiro precisa chegar a quem mais precisa e chegar na mão das prefeituras, sem emendas secretas, sem emendas PIX, sem emendas parlamentares”, afirmou.
Integrante da chapa liderada por Fernando Haddad ao Governo de São Paulo, ao lado do candidato a vice-governador Márcio França (PSB), Tebet avaliou que os prefeitos conhecem de perto as demandas da população e devem ter condições de aplicar os recursos de forma mais eficiente. Segundo a candidata, os investimentos federais devem priorizar infraestrutura e políticas sociais, de acordo com as particularidades de cada município.
Alta “inexplicável” do feminicídio em SP
Durante a agenda, Simone Tebet também manifestou preocupação com o aumento dos casos de feminicídio em São Paulo e defendeu a ampliação das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.
“No Brasil, o pacto entre os poderes fez com que o feminicídio diminuísse um pouco a violência contra a mulher, mas o estado de São Paulo aumentou 10%. Isso é inexplicável no estado mais desenvolvido do Brasil e inaceitável”, afirmou.
A candidata ressaltou a necessidade de ampliar a estrutura de atendimento às vítimas, com investimentos em equipamentos especializados e fortalecimento da rede de proteção.
“Se não tem Casa da Mulher Brasileira, tem que colocar. Se não tem Delegacia Especializada da Mulher aberta 24 horas, nós temos que ajudar o governo do estado com recurso e o próprio município para que essas delegacias fiquem abertas”, defendeu.
Ela lembrou que foi a primeira presidente da Comissão de Combate à Violência contra a Mulher do Congresso Nacional, criada em 2015, e afirmou que o enfrentamento à violência exige tanto políticas públicas quanto mudança cultural. O mais importante é que a gente possa ver os homens nos defenderem.”
Segundo Tebet, a participação dos homens no combate ao machismo e à violência é fundamental para transformar essa realidade. Enquanto essa transformação cultural não acontece, porém, é indispensável garantir orçamento suficiente para financiar políticas públicas de proteção às mulheres. “É uma questão cultural. Enquanto a cultura não vem, precisamos de instrumentos e mecanismos de defesa, por meio de um orçamento forte e robusto”, concluiu.




