O candidato do PSB ao Senado pelo Amapá, João Capiberibe, defendeu o fortalecimento da bioeconomia como estratégia para gerar empregos, renda e desenvolvimento no estado, com financiamento da indústria da biodiversidade por meio de recursos do Banco da Amazônia (Basa). A proposta foi apresentada durante sabatina promovida pelo Grupo Equinócio de Comunicação.
Capiberibe afirmou que o potencial econômico da floresta pode ser aproveitado no presente, com a preservação da biodiversidade e da “floresta em pé”.
O candidato citou sua experiência como empreendedor na produção de bebidas a partir de frutas amazônicas, como açaí, cupuaçu e taperebá. Segundo ele, a atividade já gera empregos e movimenta recursos dentro da economia local. “Eu sou produtor de vinho de açaí e já ensinei pelo menos duzentas pessoas a fazer vinho de açaí”, afirmou. “Então, é esse tipo de economia que a gente pode construir já. E nós vamos, no Senado, retomar um projeto nosso que é redirecionar o dinheiro do BASA”, disse.
A proposta, segundo Capiberibe, é utilizar os recursos do banco para financiar a indústria da biodiversidade e desenvolver cadeias produtivas de espécies vegetais e animais disponíveis na região. “Esse dinheiro tem que financiar a indústria da biodiversidade, aproveitar e desdobrar cadeias produtivas de centenas de espécies vegetais e também animal que nós temos disponível para empregar as pessoas”, afirmou.
Floresta em pé
Capiberibe defendeu um modelo de desenvolvimento baseado no aproveitamento econômico da biodiversidade amazônica. Para ele, o Amapá pode ampliar a produção e gerar empregos sem substituir a floresta por monoculturas. “A nossa floresta está plantada, a gente só precisa aprender a colher o que está dentro”, defendeu
O candidato citou produtos como açaí, pracaxi, buriti e andiroba e defendeu o processamento industrial desses produtos para ampliar o valor agregado da produção local. “Agora nós temos que ficar ricos mantendo a floresta em pé, aprendendo a usar a biodiversidade da floresta. É isso que precisa ser feito”, declarou.
Transparência e controle social
Outra proposta apresentada durante a sabatina foi o fortalecimento dos instrumentos de transparência e controle social sobre os gastos públicos. Capiberibe defendeu a criação de uma legislação que permita aos cidadãos acompanhar a execução do orçamento, os projetos e os serviços públicos por meio de aplicativos.
“Na hora que a gente criar uma lei que permita ao cidadão organizado em aplicativos acompanhar as despesas públicas, os projetos, os serviços que o Estado presta”, defendeu
Autor da Lei da Transparência, Capiberibe citou a Lei da Gestão Compartilhada como uma iniciativa que pretende retomar no Senado.
“Ou você instala definitivamente controle social no orçamento público, ou o cidadão se dispõe a ajudar, a doar um pouco do seu tempo, da sua expertise, do seu conhecimento para controlar o dinheiro público”, afirmou.
Na área de serviços públicos, Capiberibe defendeu a reestatização da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) e da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa). “Eu defendo a reestatização da CEA e da Caesa, porque são necessidades básicas”, declarou.
Capiberibe também chamou atenção para os efeitos da estiagem na região e defendeu o monitoramento imediato do avanço da salinização da água do rio Amazonas, diante do risco de comprometimento do abastecimento de água em Macapá.
Infraestrutura, saúde e segurança pública
Para a infraestrutura, Capiberibe apontou a conclusão das BR-156 e BR-210 como prioridades. Já na saúde, Capiberibe citou a articulação que, segundo ele, contribuiu para a construção do Hospital Universitário e defendeu o fortalecimento da estrutura de atendimento no estado. Também afirmou que é necessário combater desvios de recursos destinados à área. “Quando você rouba dinheiro da saúde, você está condenando as pessoas à morte por falta de assistência”, declarou.
O candidato defendeu o combate ao crime organizado e citou a experiência de seu governo no Amapá, que implantou um programa de integração entre segurança pública, direitos humanos e cidadania, reconhecido internacionalmente. “Eu vivi aqui, eu dei duro combate ao crime organizado. Nós criamos o melhor sistema de segurança pública do país, reconhecido pela ONU”, observou.
Confira a íntegra da entrevista:



