Isaura Lemos (PSB), candidata ao Senado por Goiás, defende uma atuação parlamentar baseada em três eixos que considera centrais para o país: soberania, democracia e desenvolvimento com inclusão social.
Em entrevista ao Diário da Manhã, ela diz que pretende levar para o Senado sua experiência política e concentrar parte de sua atuação na defesa do direito à moradia e das mulheres. Para Isaura, o Brasil precisa superar a condição de exportador de matérias-primas e avançar na geração de desenvolvimento com maior inclusão social.
A candidata também apresentou propostas para mudar a relação entre o Judiciário e a sociedade. Ela defende uma reforma no sistema e é favorável à adoção de mandatos para ministros dos tribunais superiores, em vez da permanência vitalícia. Isaura também propõe maior controle sobre a evolução patrimonial de magistrados e familiares e considera que eventuais irregularidades, como contratações indevidas ou crescimento patrimonial incompatível com os rendimentos, devem ter consequências.
A crise envolvendo o Banco Master e integrantes do Supremo Tribunal Federal também esteve entre os temas da entrevista. Isaura defendeu que todos os envolvidos tenham seus sigilos analisados, sem distinção, para que os fatos sejam esclarecidos. Na avaliação da candidata, a apuração deve alcançar os diferentes nomes citados no caso e permitir que a verdade prevaleça independentemente da posição política ou institucional dos investigados.
Na área habitacional, Isaura pretende levar ao Senado uma proposta que combine a participação de municípios, Estados e União. O modelo prevê que as prefeituras disponibilizem os terrenos, o governo estadual faça a infraestrutura e o governo federal ofereça crédito com juros para que as famílias construam até suas próprias casas. A candidata considera que a alternativa pode acelerar a redução do déficit habitacional e também atender famílias que vivem em moradias precárias. A proposta, segundo ela, tem como meta contribuir para zerar esse déficit em oito anos.
A defesa das mulheres é outro eixo que Isaura pretende priorizar. Diante do aumento dos registros de violência e feminicídio, ela propõe que todas as delegacias tenham uma estrutura específica para atendimento às mulheres, permitindo que vítimas encontrem uma unidade mais próxima sem a necessidade de deslocamento até uma Delegacia da Mulher. A proposta inclui ainda medidas de responsabilização do agressor e ações de conscientização para identificar relacionamentos marcados por comportamentos possessivos, autoritários e violentos.
Na saúde, Isaura defende o que chama de “SUS integral”, com mais tempo de atendimento médico, prontuário eletrônico nacional e acompanhamento adequado dos pacientes. Na segurança pública, defende uma reforma do sistema prisional, com separação dos presos de acordo com os crimes cometidos, trabalho e reeducação como instrumentos para preparar o retorno à sociedade.
