O candidato à reeleição ao Senado pelo Ceará, Cid Gomes (PSB), apresentou, na manhã desta segunda-feira (31), durante entrevista ao Bom Dia Ceará, propostas para áreas como segurança pública e economia.
Cid disse ser a favor da proibição de bets no Brasil e defendeu o uso da Polícia Federal no combate às facções criminosas nos estados. O candidato também se mostrou favorável ao fim da escala 6X1, proposta de emenda à Constituição (PEC) que tramita no Senado Federal.
“Meu pensamento é no sentido de proibir as bets. Tem causado mal terrível, tem mexido no orçamento familiar. É uma ilusão que se cria nas pessoas. Hoje sou a favor de proibir o uso dessa coisa nociva para a economia e saúde das famílias”, disse o candidato.
Cid Gomes defendeu maior atuação do governo federal no combate ao crime organizado nos estados brasileiros. Nesta semana, a PEC da Segurança Pública será votada na CCJ do Senado antes de chegar ao plenário.
Se aprovada, a proposta permitirá que o presidente Lula crie o Ministério da Segurança Pública, ampliando a atuação da União no combate às facções criminosas, por meio da Polícia Federal e de outras estruturas. Para Cid, essa integração é o “único caminho” para enfrentar organizações que atuam em diferentes estados.
“Nenhum Estado brasileiro, sozinho, isoladamente, vai conseguir resolver um problema de organizações criminosas que estão presentes nos estados todos. Se você faz uma operação em São Luís do Curu, o líder da facção lá foge para o Rio de Janeiro. Se você faz uma operação em Forquilha, o líder da facção lá foge para o Rio de Janeiro”, comentou o candidato.
Segundo Cid, além do trabalho em campo da PF, é essencial reforçar o trabalho de inteligência policial, especialmente para monitorar movimentações financeiras das facções, identificando outras atividades ilícitas.
“O Senado, nessa semana agora, vai apreciar uma matéria que vai permitir a União fazer isso. E o presidente Lula assumiu um compromisso de, aprovada a matéria, imediatamente ele criar um Ministério Exclusivo para a Segurança Pública e criar um programa que seja centrado no combate às facções criminosas no Brasil e, obviamente, presente no Ceará”.
Fim da escala 6×1
Cid Gomes também declarou apoio à redução da jornada de trabalho e ao fim da escala 6×1. O candidato destacou avanços históricos na legislação trabalhista e afirmou que a ampliação dos direitos dos trabalhadores é parte de um processo natural de evolução.
“Eu sou a favor [da redução de jornada]. O Brasil acumula muitas distorções ao longo da sua história. Nós já tivemos, durante séculos, escravidão. Trabalhadores eram forçados a trabalhar sem ganhar um tostão, sem direito a férias, a fim de semana, coisa nenhuma. Com as evoluções da legislação, somente a CLT, a época do Getúlio Vargas, nós conseguimos fazer uma carta de direitos de trabalhadores pela primeira vez na história. A evolução é natural”, defendeu.
Cid defendeu que o Estado deve mediar e minimizar os impactos da medida, com redução tributária e incentivos a financiamentos para modernização.
“Para que o empreendedor possa continuar sendo empreendedor e gerando os empregos. Senão, se ele quebra, o grande prejudicado, no final das contas, vai ser o trabalhador. Por outro lado, se a gente entender que vai se precisar contratar mais gente para suprir essas horas, isso significa um incremento na economia e você cria o círculo virtuoso”.
Cid Gomes iniciou sua trajetória política no Centro Acadêmico do curso, na Universidade Federal do Ceará (UFC). Foi eleito deputado estadual por dois mandatos e, entre 1997 e 2004, exerceu dois mandatos como prefeito de Sobral. Em seguida, foi eleito governador do Ceará, cargo que ocupou por dois mandatos, entre 2007 e 2014. Em 2015, assumiu o Ministério da Educação no governo de Dilma Rousseff.
Nas eleições de 2018, Cid foi eleito senador pelo Ceará, com mandato de oito anos.
Com informações do G1



