O candidato ao governo do Acre, Thor Dantas (PSB), apontou infraestrutura, organização da produção e industrialização como as três prioridades de sua proposta para o desenvolvimento econômico do estado nos próximos quatro anos.

Segundo Thor, a primeira medida seria ampliar os investimentos em estradas, ramais e conectividade para melhorar as condições de produção e escoamento.

“Um estado para crescer economicamente precisa dos seus problemas de infraestrutura resolvidos. Estrada, ramais, conectividade à internet, que hoje é um elemento tão necessário para a produção”, afirmou.

A segunda prioridade apresentada pelo candidato é a organização dos pequenos produtores em cooperativas, acompanhada da ampliação do acesso a crédito, mecanização e tecnologia.

“O pequeno produtor precisa ser organizado em cooperativas. As cooperativas são a forma moderna de organizar a pequena produção”, disse.

Thor afirmou que a melhoria da infraestrutura e o fortalecimento dos produtores permitiriam avançar para uma terceira etapa, voltada à industrialização.

“Uma vez que esses produtores têm os problemas de infraestrutura resolvidos, que estão produzindo com acesso a crédito, acesso a mecanização, acesso a tecnologia, a gente pode ir para o próximo passo, que é a industrialização do nosso estado”, declarou.

O candidato citou castanha, sementes, frutas, carne, açaí e cupuaçu entre os produtos acreanos que poderiam passar por maior processamento antes da comercialização.

“A castanha, as sementes, as frutas, a carne, todos os nossos produtos, o açaí, o cupuaçu, eles precisam de valor agregado”, afirmou.

Thor também relacionou sua proposta econômica à ligação rodoviária com o Pacífico. Segundo ele, a abertura de novos mercados poderá ampliar as oportunidades comerciais do Acre, desde que o estado tenha infraestrutura e capacidade produtiva para aproveitar esse movimento.

“Um ciclo de desenvolvimento econômico pela frente que vai ser um dos maiores da nossa história com a abertura dessa estrada para o Pacífico, e a gente vai começar a vender para o maior mercado do mundo, mas só se a gente fizer o dever de casa e resolver os nossos problemas de infraestrutura”, disse.