A candidata do PSB à Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro, Tatiana Roque, defendeu a formação de uma bancada da ciência no Congresso Nacional e o fortalecimento da soberania científica e digital. Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pesquisadora e ex-secretária municipal de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Tatiana destacou que o avanço da inteligência artificial exige do país capacidade para formular políticas públicas e marcos regulatórios que protejam a sociedade e resguardem os interesses nacionais.
“A grande armadilha da IA é um confisco do futuro pelo passado. Trata-se de uma máquina estatística que regurgita o que a humanidade já produziu na internet, sem capacidade de gerar o radicalmente novo ou captar as sutilezas do pensamento criativo humano”, afirmou em entrevista ao programa Conversas com Hildegard Angel, da TV 247.
Autora do livro A Máquina em Nós, Tatiana defendeu que o Brasil desenvolva infraestrutura própria para proteger dados de cidadãos, empresas e do Estado. Segundo ela, a soberania digital deve ser uma prioridade diante da concentração do setor de tecnologia nas grandes empresas internacionais.
A candidata apresentou as diretrizes do projeto Brasil Soberano 4.0, estruturado em quatro eixos: transição ecológica e bioeconomia, soberania científica, fortalecimento da cultura e valorização do povo brasileiro.
Entre as propostas estão a criação e o fortalecimento de nuvens públicas e ferramentas nacionais de armazenamento e processamento de dados, além de regras de transparência e responsabilidade para as grandes plataformas de tecnologia.
Tatiana também defendeu mecanismos de remuneração de artistas e demais criadores pelo uso de suas obras no treinamento de sistemas de inteligência artificial, com participação de entidades representativas e sindicatos na gestão dos direitos autorais.
Experiência
À frente da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Tatiana Roque falou sobre a expansão das Naves do Conhecimento, espaços públicos voltados à inclusão digital e à formação tecnológica criados pela Prefeitura do Rio. Durante sua gestão, o programa passou de nove para 33 unidades.
O programa também levou estruturas menores, as chamadas “navezinhas”, para comunidades como Rocinha, Vidigal e Complexo da Maré, ampliando o acesso a computadores, cursos de programação e alfabetização digital, inclusive para idosos.
A pesquisadora também destacou a criação do programa Jovem Cientista Carioca, que concede bolsas a universitários para desenvolverem soluções técnicas e científicas voltadas aos seus próprios territórios.
Assista à entrevista:
Com informações do Brasil 247



