
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para o segundo turno das eleições presidenciais ganhou uma nova frente de mobilização. Jovens lideranças que integram a coligação, tiveram votações expressivas e mantêm forte presença nas redes sociais passam a atuar na articulação da campanha, ampliando o diálogo com diferentes segmentos do eleitorado e reforçando a mobilização nas ruas e nas plataformas digitais.
A estratégia busca ampliar o alcance da comunicação com os eleitores e aproximar a campanha de públicos que têm nas redes sociais uma das principais fontes de informação e formação de opinião.
“Bora, gente, pra rua, vamos conversar com as pessoas, você que gosta do Brasil, que gosta da educação, da democracia, que quer ter emprego de qualidade, continuar estudando e ver o Brasil crescer, que precisa melhorar de vida, bora pra rua”, convocou Lula em um vídeo publicado nas rede sociais nesta quarta-feira (7).
O presidente tem dito que uma “nova campanha” teve início após o primeiro turno. O desafio é conversar com os mais de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas, dialogar com quem não votou na chapa Lula-Alckmin, e apresentar as propostas e os resultados do governo para impedir a volta do retrocesso no país.
“Vamos pras ruas falar sobre futuro”, afirmou o presidente nacional do PSB, João Campos, que esteve reunido com o presidente Lula na última segunda-feira (5), em uma agenda de articulação para o segundo turno da eleição presidencial.
O ex-prefeito do Recife fez um chamado à mobilização em torno da candidatura de Lula e Alckmin no segundo turno, incluindo eleitores que não votaram nele no primeiro turno, mas que desejam um futuro melhor para o país e para Pernambuco. “Vamos seguir trabalhando, lutando, e agora é fundamental, para vocês que votaram na gente, aqueles que também não votaram, mas quem deseja um futuro melhor para o Brasil, principalmente para Pernambuco, a gente precisa garantir a eleição do presidente Lula”, disse.
“Estou animado, feliz de ter feito essa caminhada e agora chegou a hora de estar junto do presidente e também como presidente nacional do partido, ajudando ele no Brasil inteiro para a gente poder construir uma vitória do povo do Brasil”, afirmou João Campos, que concorreu ao governo de Pernambuco nestas eleições.
Deputado federal mais votado em Pernambuco nas eleições de 2026, Pedro Campos (PSB) afirmou que a disputa do segundo turno também será travada nas redes sociais, especialmente por meio das páginas e grupos de apoiadores. “A rede de apoiadores, de páginas que acabam influenciando para um lado ou para o outro, tem muito mais peso do que a própria rede dos dois candidatos”, afirmou. Campos defendeu que os apoiadores de Lula usem essas plataformas para questionar o impacto de uma eventual volta do bolsonarismo ao Palácio do Planalto.
O deputado federal defendeu as ações do governo Lula-Alckmin e citou programas como o Pé-de-Meia e o Gás do Povo, além da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. “Lula fez um bom governo. Lula fez um governo de muitas entregas, de programas novos que foram criados, que estão ajudando a vida da população”, afirmou. “A hora é de fazer campanha para Lula e de falar quem é Flávio Bolsonaro. Quem não está com Lula está ajudando o Flávio Bolsonaro”, sentenciou.
O vice-presidente Geraldo Alckmin esteve reunido nesta quarta-feira (21) com a segunda deputada federal mais votada em Minas Gerais, Ana Elisa (PT). A jovem de 21 anos deve se reunir com o presidente Lula nesta quarta-feira (7) para discutir estratégias de campanha nas redes sociais. Na publicação sobre o encontro, Alckmin escreveu: “A onça vai beber água”.
Exército de Lula
Sob o nome de “Exército de Lula”, um canal no WhatsApp foi criado para mobilizar apoiadores e contribuir com a campanha da chapa Lula-Alckmin. Em dois dias, a iniciativa já reunia quase 2 milhões de seguidores. A ferramenta é utilizada para distribuir áudios, vídeos e orientações aos apoiadores de Lula. Os seguidores também recebem orientações sobre estratégias para ampliar a circulação de conteúdo nas plataformas digitais.



