
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
A ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) defendeu a redução de renúncias fiscais e a revisão de despesas públicas como caminhos para equilibrar as contas do país sem comprometer os benefícios sociais. Em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (28), ela também propôs uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para viabilizar ajustes no orçamento.
“O Brasil lamentavelmente tem muita gordura pra cortar. O Brasil é o país dos desperdícios, é o país da corrupção, é o país de privilégios. Essa é uma frente que temos que enfrentar. Isso é suficiente? Não, mas tem muitas políticas públicas que eram necessárias e não são mais, como as renúncias fiscais”, afirmou.
Para Tebet, a revisão dos gastos deve priorizar a substituição de despesas ineficientes por investimentos em políticas públicas necessárias. “Trocar gastos ruins por gastos bons. Tirar políticas públicas que não são mais eficientes para comportar outras políticas públicas que foram prometidas e ninguém vai cometer estelionato eleitoral”, declarou.
A ex-ministra também defendeu mudanças nas regras do arcabouço fiscal, adotado em 2023 pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a revisão de benefícios tributários e isenções considerados ineficientes.
“Importante falar do equilíbrio fiscal. Os problemas do Brasil cabem dentro do orçamento brasileiro, e é possível e necessário fazer um ajuste fiscal, uma revisão de gastos sem tirar um benefício sequer”, afirmou.
Tebet defendeu que as medidas sejam apresentadas nos próximos 45 dias, de forma objetiva, para sinalizar o compromisso com o equilíbrio das contas públicas e permitir que o país encerre 2027 com superávit fiscal.
Segundo a ex-ministra, a combinação de revisão de despesas, ajustes nas renúncias fiscais e outras medidas pode levar o Brasil a alcançar um superávit equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em quatro anos.



