Durante agenda de campanha nesta sexta-feira (21), o candidato ao Governo do Acre pelo PSB, Thor Dantas, defendeu a necessidade de um governo mais próximo da população e afirmou que o Estado precisa voltar suas ações para as necessidades das pessoas, especialmente aquelas que mais dependem dos serviços públicos.
Ele esteve em Sena Madureira, a 140 km da capital Rio Branco, na manhã desta sexta-feira (21), onde visitou a feira municipal e aproveitou o momento para conversar com moradores e trabalhadores.
Durante a passagem pelo local, Thor destacou alguns dos principais desafios que, segundo ele, precisam ser enfrentados pelo próximo governo estadual. Entre as prioridades apontadas estão o fortalecimento da economia, investimentos em educação e saúde e a criação de novas oportunidades para a população.
“Nós temos um plano para tirar o Acre dessa situação e cuidar das pessoas que tanto precisam. Precisamos aquecer a nossa economia, criar oportunidades e fazer o nosso Estado voltar a crescer”, defendeu.
O candidato destacou a saída de jovens acreanos em busca de emprego e melhores perspectivas em outros estados. Segundo ele, é necessário criar condições para que essa população permaneça no Acre e para que aqueles que deixaram o estado possam retornar e reconstruir suas vidas próximas das famílias.
“Muitos acreanos, principalmente os nossos jovens, estão indo embora porque não encontram perspectivas de trabalho e de futuro. Nós queremos mudar essa realidade, criando condições para que eles possam permanecer aqui e, também, para que aqueles que foram embora possam voltar para o Acre e construir suas vidas junto das suas famílias. O Acre precisa de um governo que governe para as pessoas, que cuide da saúde, valorize a educação e gere desenvolvimento e emprego”, declarou Thor Dantas.
Cadeia produtiva
Thor defendeu uma política de desenvolvimento voltada ao fortalecimento de toda a cadeia produtiva, da assistência ao produtor à comercialização. Segundo ele, o aumento da produção depende de planejamento, crédito, assistência técnica, infraestrutura para o escoamento e garantia de mercado.
“Produção não se resolve com uma ação isolada. O produtor precisa de assistência técnica para produzir melhor, acesso a crédito para investir, ramal e ponte para conseguir escoar e mercado para ter segurança de que vai vender. O Estado precisa enxergar essa cadeia por inteiro e criar as condições para que ela funcione. Se uma dessas etapas falha, quem sente primeiro é o produtor”, afirmou.
O candidato também defendeu a ampliação do beneficiamento e da industrialização da produção dentro do Acre como forma de agregar valor aos produtos e gerar empregos.
“Não podemos pensar apenas em aumentar a quantidade produzida. Precisamos fazer com que uma parte maior dessa produção seja beneficiada e industrializada aqui. Uma fruta que hoje é vendida in natura pode virar polpa, suco ou outros produtos de maior valor. Isso significa indústria funcionando no Acre, novos negócios, empregos sendo criados e mais renda circulando dentro do nosso estado. É dessa forma que a produção também se transforma em desenvolvimento”, explicou.
Frente ampla
A coligação Frente Ampla pelo Acre deu início oficial à campanha eleitoral com um ato público transmitido para os 22 municípios do estado, em uma espécie de “super live”, que conectou diretórios e apoiadores do interior do Acre ao evento nacional de lançamento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no último domingo, 16.
Além do PSB, o grupo é formado pela Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, além do Podemos.
Natural de Rio Branco,Thor Dantas é médico com carreira principalmente nas áreas de infectologia, hepatologia e saúde pública. Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), possui mestrado e doutorado em Medicina Tropical pela Universidade de Brasília (UnB). É professor da Universidade Federal do Acre, onde atua nas áreas de infectologia e hepatologia. Também possui doutorado e participa de pesquisas relacionadas às hepatites virais, especialmente a hepatite Delta, doença com forte incidência na região amazônica.



