O candidato ao Senado Pedro Taques (PSB) defende a criação de uma espécie de “malha fina” para políticos, com fiscalização mais rigorosa da Receita Federal sobre a evolução patrimonial de quem exerce mandato. A proposta integra as medidas apresentadas pelo candidato para prevenção e combate à corrupção.

Para o ex-senador e ex-governador de Mato Grosso, a atuação na política não pode ser vista como um meio de ascensão financeira ou enriquecimento pessoal. A proposta é cruzar dados fiscais e bancários com mais agilidade e profundidade, auditando a origem dos recursos de quem exerce mandato público.

Taques ressalta que o aumento patrimonial, por si só, não configura irregularidade, mas a falta de comprovação de sua origem exige investigação detalhada. “Nós precisamos fazer com que os políticos tenham uma Receita Federal mais em cima, uma malha mais fina, para que não possam entrar na política e ficar ricos. Você já viu: o político entra quebrado e sai rico. Dobra o capital, dobra o patrimônio. Os políticos precisam passar por um pente fino”, defendeu o candidato do PSB.

Taques citou a própria trajetória no serviço público. Segundo ele, o fato de ter saído de cargos públicos com patrimônio menor do que quando ingressou lhe garante a independência necessária para aprovar mudanças estruturais no Congresso Nacional.

“Tem gente que diz que eu sou besta porque não roubei. Eu penso exatamente o contrário. É justamente porque não tenho rabo preso que posso chegar ao Senado com coragem para fazer as mudanças que precisam ser feitas, inclusive na relação do Senado com o Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

Suplentes

Além do combate à corrupção, Pedro Taques defendeu a importância de o eleitor avaliar a composição completa das chapas ao Senado. “Você precisa mostrar a vida do senador, a vida dos suplentes, para saber em quem você vai votar”, recomendou.

Na chapa de Taques, o primeiro suplente é Carlos Ernesto Augustin, o Teti (PSB), engenheiro agrônomo e empresário. Fundador da Aprosoja-MT e do Instituto Pensar Agro (IPA), presidiu a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e o Conselho de Administração da Embrapa. Também atuou como assessor especial do Ministério da Agricultura.

A segunda suplente é Guelda Andrade (PT), educadora, mestre em Política Educacional e especialista em Gestão Escolar pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Servidora da educação pública, é dirigente nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e tem trajetória ligada à defesa da educação pública e à valorização dos profissionais da área.

Com informações da Folhamax