O candidato ao Senado pela Paraíba, João Azevêdo (PSB), defendeu a implantação do Sistema Único de Segurança Pública no país, com maior participação da União no financiamento do setor e integração das estruturas de inteligência dos estados, durante sabatina realizada pelo Sistema Arapuan, nesta quarta-feira (19).
Segundo João Azevêdo, caso seja eleito, uma das prioridades na Casa Alta será atuar pela construção de uma política nacional de segurança pública para o enfrentamento às organizações criminosas. “O Sistema Único de Segurança Pública eu vou fazer a defesa, sim, chegando ao Senado Federal, mas com recursos efetivos do Governo Federal na política de segurança”, disse.
A proposta está alinhada à agenda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a segurança pública. Em 2025, o governo federal apresentou a PEC da Segurança Pública, que prevê a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), maior coordenação da União e integração entre os órgãos de segurança dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O texto também prevê recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional para apoiar as ações dos entes federativos.
A PEC 18/2025 foi apresentada pelo Poder Executivo e, após aprovação na Câmara dos Deputados, aguarda apreciação pelo Senado Federal. A proposta estabelece que a União deverá coordenar o Susp e elaborar a política nacional de segurança pública, sem retirar dos estados a responsabilidade por suas polícias.
Para João, o avanço das organizações criminosas exige uma resposta coordenada nacionalmente, com recursos e compartilhamento de informações entre as forças de segurança. “Precisamos ter um Sistema Único de Segurança Pública com financiamento, a exemplo do que a gente tem na saúde, com recursos”, afirmou.
O ex-governador defendeu que os serviços de inteligência estaduais estejam interligados em uma estrutura nacional de enfrentamento ao crime organizado. “Com todos os serviços de inteligência dos estados interligados e sendo comandados pelo Ministério da Justiça, a gente poderia resolver questões que são simples de entender”, explicou.
João citou o tráfico de drogas e de armas como exemplos de crimes que ultrapassam as fronteiras estaduais e, por isso, exigem maior participação federal. “A Paraíba não produz droga, mas nós apreendemos 20 toneladas de droga. A gente não fabrica arma, mas tivemos que apreender 23 mil armas. Isso tudo são coisas que extrapolam os limites do Estado”, disse.
Entre outras pautas, o ex-governador da Paraíba afirmou que pretende atrair investimentos para garantir recursos para os municípios e propor projetos nas áreas de infraestrutura, saúde, educação, ciência, tecnologia e inclusão social.



