
Foto: Cadu Gomes/VPR
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), discursou na abertura da Plenária de Alto Nível da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) de 2025, em Belém do Pará, nesta segunda-feira (17). O encontro, no oitavo dia de evento, reuniu cerca de 160 ministros e representantes de alto escalão de diversos países do mundo e foi o momento político central da Conferência, dedicado à aceleração das negociações climáticas.
Em sua fala, Alckmin afirmou que a COP30 realizada no Brasil marca uma década de aceleração, entregas concretas, novos legados, metas cumpridas e compromissos consolidados. Para ele, o debate ocorre em um contexto decisivo para que compromissos deixem de existir apenas no papel e avancem para ações concretas.
“O tempo das promessas já passou. Cada fração de grau adicional no aquecimento global representa vidas em risco e mais desigualdade. Esta COP deve marcar o início de uma década de entrega”, afirmou.
O ministro destacou os compromissos sólidos do governo federal em avançar na transição energética justa, zerar o desmatamento ilegal até 2030 e manter a redução já alcançada de 50% no desmatamento.
O vice-presidente ainda mencionou o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que já mobilizou bilhões de dólares para unir preservação e inclusão, além da NDC brasileira (Contribuição Nacionalmente Determinada), considerada ousada, com a meta de reduzir entre 59% e 67% das emissões líquidas até 2035 conforme compromisso firmado com o Acordo de Paris.
“É a Conferência da Verdade, da Implementação e, sobretudo, da Responsabilidade. Com o planeta, com as pessoas e com as gerações que ainda virão. Cada decisão tomada hoje deve preservar as condições de vida na Terra e assegurar justiça entre as gerações”, disse.
A Amazônia foi apresentada como símbolo da relação entre preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e dignidade humana.
“Proteger a floresta é proteger as pessoas. A vida humana e a natureza são inseparáveis. Os povos indígenas e comunidades tradicionais são guardiões desse patrimônio, e a Amazônia deve provar que é possível crescer, produzir e conservar ao mesmo tempo”, afirmou.
Para Alckmin, a COP30 inaugura uma nova fase: a transição da negociação para a implementação. As decisões tomadas em Belém devem fortalecer mecanismos globais de cooperação, acelerar a ação climática e orientar políticas públicas efetivas.
Ele destacou ainda que o enfrentamento da crise climática exige ética, ciência, solidariedade e comprometimento entre governos, empresas e comunidades, e que a ambição precisa se transformar em resultados reais, guiados por responsabilidade compartilhada. “Ética, ciência e solidariedade precisam andar juntas”, finalizou.
Ações do Governo Federal
O governo federal apresentou na COP30 uma agenda estratégica voltada à aceleração da transição energética, ao fortalecimento da bioeconomia e à ampliação da cooperação internacional. Entre as iniciativas destacadas estão as metas globais para expandir a participação de energias renováveis; o “Compromisso de Belém” para o avanço de combustíveis sustentáveis; e propostas estruturantes; como a criação de uma coalizão global de mercados de carbono.
No Brasil, foram intensificadas as ações em bioenergia, descarbonização industrial, inovação e economia circular, consolidando políticas públicas orientadas a um modelo de desenvolvimento de baixo carbono. No cenário internacional, o país atuou em defesa de metas climáticas compatíveis com o limite de 1,5°C e de um financiamento climático mais justo e proporcional aos desafios globais.
A expectativa é de que a COP30 seja um legado de iniciativas para ampliar a energia limpa, enfrentar o desmatamento e fortalecer a cooperação, marcando a transição do regime climático da negociação para a implementação.
Assessoria de Comunicação/PSB Nacional com informações do MDIC






