
Foto: Sérgio Dutti
Na reunião desta quarta-feira (27), a Executiva Nacional do PSB avaliou a preparação do partido durante a etapa de pré-campanha eleitoral e o cenário político do país.
O presidente nacional do PSB, João Campos, destacou o crescimento do partido na janela partidária com a filiação de importantes quadros da política brasileira e defendeu que o PSB amplie sua conexão com as demandas da população e assuma uma postura propositiva no debate político. “A gente tem uma necessidade de conexão cada vez maior com o sentimento do povo, da rua. E não só dizer aquilo que as pessoas sabem, mas também dizer aquilo que elas querem, mas não sabem que é possível”, afirmou.
João entende que é necessário um diálogo de forma mais direta com os sentimentos e necessidades da sociedade, e que há espaço para que o partido lidere debates relacionados ao combate a privilégios, à eficiência da gestão pública e ao uso responsável do orçamento, por exemplo. “Enxergo que hoje tem um ambiente polarizado, e tem pouca gente que faz esse debate. O partido tem quadros, tem a capacidade de fazer uma agenda de forma proativa. Então, eu vejo que o pós-eleição vai ser decisivo nessa construção de agenda programática”, defendeu.
Durante a reunião, foram aprovadas, por unanimidade, duas resoluções que estabelecem as diretrizes políticas e eleitorais do partido para as eleições de 2026. A primeira define os critérios para a distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do fundo partidário. Já a segunda disciplina os critérios e diretrizes que as direções estaduais e distritais devem observar para a formação de coligações e alianças.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, avaliou que o cenário político nacional melhorou para o campo governista, embora ainda considere a disputa acirrada. Segundo ele, os recentes escândalos envolvendo adversários alteraram o ambiente eleitoral. “O quadro nacional melhorou. Ainda é um quadro apertado de quem errar menos, mas, com os escândalos ocorridos, teve uma alteração importante”, declarou.
Alckmin também defendeu o diálogo com o eleitorado de centro, conservador e religioso e afirmou que o partido deve incorporar ao discurso o sentimento de indignação da população com privilégios e desperdícios. “Não é trocar Zé por José, mas mudar os métodos da política e avançar mais”, disse.
O vice-presidente elogiou a liderança de João Campos e afirmou que “o futuro começa hoje” e “se chama juventude”.
O ministro do Empreendedorismo e secretário nacional do PSB, Paulo Pereira, afirmou que, mesmo diante de um cenário adverso e de forte assédio político de outras legendas, o PSB foi o partido de centro-esquerda que mais cresceu durante a janela partidária.
“Vivemos um momento muito duro. Temos companheiros que foram muito corretos conosco, mantendo as construções partidárias, apesar de ofertas absurdas feitas por outros partidos”, reconheceu.
Ao final da janela partidária, o PSB filiou nove parlamentares na Câmara dos Deputados e ampliou seus quadros políticos em diferentes Estados. Entre os destaques estão os senadores Rodrigo Pacheco e Soraya Thronicke, a ex-ministra Simone Tebet e o ex-governador do Distrito Federal Cristovam Buarque. “Em um sistema político tão deteriorado, somos um partido limpo, do qual temos orgulho de fazer parte”, afirmou o ministro.
O ex-ministro e pré-candidato ao Senado, Márcio França, afirmou que o cenário eleitoral ainda deve sofrer mudanças significativas até a consolidação das candidaturas e defendeu que o partido concentre esforços na aproximação com o eleitorado empreendedor e na melhoria da comunicação política.
Segundo França, os meses de junho e julho serão decisivos para as organizações partidárias e alterações nas chapas eleitorais. “O histórico mostra que muita coisa ainda muda até a consolidação das candidaturas”, disse.
Já o ex-governador da Paraíba e pré-candidato ao Senado, João Azevêdo, destacou os investimentos realizados no Estado e afirmou que a sua gestão buscou combinar responsabilidade fiscal com desenvolvimento econômico e inclusão social.
Azevêdo citou a Paraíba como um dos Estados com maior volume de investimentos públicos do país e destacou projetos nas áreas de ciência, tecnologia e turismo. “O Estado precisa enfrentar as demandas sociais do presente, mas também pensar no futuro”, afirmou.
O ex-governador também ressaltou investimentos em inovação, como a implantação de um centro internacional de computação quântica e de equipamentos científicos no Sertão paraibano, além de projetos turísticos com participação da iniciativa privada.
Segundo ele, o crescimento econômico da Paraíba tem alcançado diferentes regiões, impulsionado pelo aumento do consumo das famílias e pela geração de empregos.
“Cuidar da população, promover desenvolvimento e trazer segurança para as pessoas é o jeito do PSB governar”, declarou.






