
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou, nesta quinta-feira (8), que instituições sólidas são fundamentais para garantir estabilidade e avanço social no país. A declaração foi feita durante a cerimônia em memória dos atos golpistas de 8 de Janeiro, realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.
Ao discursar, Alckmin destacou que a Justiça não pode ser relativizada e que crimes cometidos contra a democracia devem ser punidos com rigor. “Se perdendo as eleições tentaram um golpe de Estado, imagine o que não teriam feito se tivessem vencido as eleições”, afirmou.
O vice-presidente ressaltou que a atuação conjunta do Executivo, do Legislativo e do Judiciário foi decisiva para conter a tentativa de ruptura institucional e preservar a democracia. “Os Três Poderes reagiram de maneira uníssona no 8 de Janeiro”, declarou.
Alckmin destacou que a solidez das instituições é condição essencial para o desenvolvimento do país. Disse que o Brasil vive um cenário de inflação mais baixa e de aumento da renda da população. Para ele, “democracia traz estabilidade, segurança jurídica, atrai investimento”. “As pessoas passam, as instituições ficam e as boas instituições ajudam o país a avançar. A democracia traz desenvolvimento”, enfatizou.
Alckmin também elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o atual governo recolocou o Brasil no cenário internacional. Segundo ele, o país voltou a ser ouvido globalmente sem pretensões hegemônicas, mas com a defesa da soberania e da cooperação entre nações. “Sem soberania, a democracia é um simulacro”, disse.
Alckmin citou o jurista Sobral Pinto para reforçar a defesa da democracia e a crítica a regimes autoritários. Para ele, a ditadura simboliza “a apoteose da violência, a consagração do crime e a negação do direito”, razão pela qual deve ser enfrentada de forma firme.
Ao encerrar, o vice-presidente reiterou que não há espaço para relativização das responsabilidades individuais pelos atos antidemocráticos. “Justiça não se divide, justiça não se fraciona. Aqueles que romperam a ordem democrática cometeram crimes e devem sofrer o rigor da Justiça e o peso da história”, concluiu.






