A Prefeitura do Recife vai incluir 1,8 mil novas vagas em creches, um aumento de cerca de 10% na oferta de Educação Infantil, anunciou o prefeito João Campos (PSB) nesta quinta-feira (6), durante a abertura oficial das matrículas do ano letivo de 2026.
A expansão reforça que as creches são prioridade da gestão do prefeito socialista. Lançado em 2021, o programa “Infância na Creche” tem como meta triplicar o número de vagas na faixa etária da Educação Infantil, por meio da construção de novas unidades, ampliação das existentes e parcerias com instituições sem fins lucrativos.
“Hoje estamos anunciando 1,8 mil novas vagas de creche, chegando a um número muito perto do triplo. Estamos no multiplicador de 2,9, faltando apenas 600 vagas para bater a meta do triplo de vagas de creche. Lembrando que as crianças que já estão na rede têm matrícula automática. O nosso grande desafio é chamar as que ainda não estão para fazerem parte da rede de educação”, destacou João Campos.
Nos últimos cinco anos, a Rede Municipal de Ensino acolheu cerca de 20 mil novos estudantes, passando de 6.439 alunos em 2020 para aproximadamente 16.800 em 2025.
A oferta também contempla o Ensino Fundamental (Anos Iniciais e Finais) e a EJA. Para 2026, com as novas matrículas previstas, a rede municipal do Recife passará a atender 111 mil estudantes.
Para incluir crianças em situação de extrema vulnerabilidade, a Prefeitura reforça a atuação dos agentes comunitários de saúde, que visitam as comunidades para identificar e matricular os pequenos.
“Esse processo conta com o apoio fundamental dos agentes comunitários de saúde. Identificamos crianças que não estavam matriculadas nem inscritas no sistema. Desde o ano passado, os agentes passaram a apoiar essas famílias na inscrição. A gente não quer saber de quem é a responsabilidade, saúde ou educação. O importante é resolver o problema e garantir o direito da criança de estar na sala de aula”, afirmou João Campos.
Para 2026, as matrículas seguem critérios sociais, garantindo prioridade a crianças sob guarda institucional, cadastradas no CadÚnico, filhos(as) de mães adolescentes, estudantes com deficiência e irmãos já matriculados na mesma unidade. Novos critérios incluem crianças filhas de mulheres em situação de violência doméstica ou familiar, vítimas de violência doméstica, crianças de famílias migrantes, refugiadas, apátridas ou com asilo político, e beneficiárias do programa municipal “Cria Esperança”, voltado a órfãos de vítimas de feminicídio.






