
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), foi confirmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como candidato à reeleição ao cargo nas eleições presidenciais de 2026.
Lula deu a declaração durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, nesta terça-feira (31).
Pela legislação eleitoral, ocupantes de cargos no Executivo precisam deixar as funções até 4 de abril para disputar o pleito. Ou seja, precisam ser exonerados e sair do governo. A exceção são os cargos de presidente e vice-presidente.
Isso ocorre para evitar o uso da máquina pública em benefício próprio, garantir igualdade entre candidatos e separar a função pública do interesse eleitoral. A regra está prevista na Lei de Inelegibilidades e exige o afastamento seis meses antes da eleição.
É o caso do atual vice-presidente, Geraldo Alckmin, que chefia o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), e se despedirá do cargo de ministro para poder concorrer.
“Honrado mais uma vez com a mão estendida do presidente Lula por uma união em defesa do Brasil, vamos em frente com as mesmas meias da humildade, que não furam com caminhada longa nem com trabalho dobrado!”, informou Alckmin em suas redes sociais.
O presidente nacional do PSB e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, comemorou o anúncio em suas redes sociais:
“Decisão acertada, presidente Lula! Geraldo Alckmin é um vice-presidente honrado, leal e extremamente competente. E será novamente um grande companheiro de chapa”, afirmou.
O evento marca a saída de pelo menos 14 ministros do governo para se candidatarem ao pleito em outubro. Lula já afirmou que pretende minimizar ao máximo os impactos das trocas na Esplanada. Por isso, em muitos ministérios, a tendência é que os secretários-executivos assumam os cargos, com a missão de garantir a continuidade das políticas e ações já em andamento em cada área.






