O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, anunciou a contratação de até 4.800 câmeras corporais (bodycams) para uso pelas forças de segurança do Estado ainda este ano. O contrato prevê não apenas o fornecimento dos equipamentos, mas também toda a estrutura necessária para o armazenamento e a custódia das imagens registradas.
As câmeras serão integradas às tecnologias já disponíveis no parque tecnológico da segurança pública, como reconhecimento facial, geolocalização e leitura de placas veiculares, entre outras funcionalidades.
“Estamos dando mais um passo na incorporação da tecnologia na área da segurança pública. Vamos lançar o edital das câmeras corporais das forças de segurança. Já realizamos os testes e agora damos esse passo para a aquisição de um volume maior de câmeras. O trabalho da Polícia exige proteção ao policial e a câmera protege essa ação policial. Outro objetivo é dar transparência para a sociedade da atuação das nossas polícias e também do Corpo de Bombeiros”, afirmou o governador.
O contrato terá duração inicial de 39 meses, com possibilidade de prorrogação por até 10 anos, e prevê o fornecimento de no mínimo 1.000 e no máximo 4.800 câmeras. O valor máximo estimado por equipamento é de R$ 750,00.
O objetivo é que as Polícias Militar, Civil e Científica, além do Corpo de Bombeiros, se beneficiem com o uso da tecnologia. A solução será plenamente integrada ao Centro Integrado de Defesa Social (Ciodes), garantindo interoperabilidade entre os sistemas e gestão unificada das informações, sem comprometer a autonomia operacional de cada corporação.
Uma Central de Monitoramento Integrada também será implantada. Ela será responsável pela gestão, análise e compartilhamento das evidências digitais com órgãos externos, como o Ministério Público e o Poder Judiciário, assegurando a preservação da cadeia de custódia das informações em todas as etapas.
No Estado, agentes da Polícia Penal começaram em agosto o uso efetivo de câmeras corporais em unidades prisionais. Ao todo, são 400 equipamentos que, acoplados às fardas, devem funcionar em ações de contenção e intervenção; em escoltas e movimentações internas e externas de custodiados e no atendimento a ocorrências e eventos críticos.






