O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolou, nesta segunda-feira (2), um requerimento de instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar irregularidades que envolvem o Banco Master e Banco de Brasília (BRB).
O requerimento tem como objetivo apurar os R$ 12,2 bilhões pagos pelo BRB ao Master entre janeiro e junho de 2025, sendo R$ 6,7 bilhões pelas carteiras falsas e mais R$ 5,5 bilhões de prêmio. O pedido tem 201 assinaturas, eram necessários, no mínimo, 171 apoios.
Rollemberg aponta cinco elementos para a instauração da CPI: a existência de fraude bilionária e sofisticação do esquema, risco e dano ao patrimônio público, impacto em fundos previdenciários e servidores, participação e conexão político-financeira e o dever constitucional de investigar do parlamento brasileiro.
“É muito importante que seja feito no ano eleitoral para que a população possa separar o joio do trigo: os maus políticos dos políticos corretos. Quem não quer instalar a CPI do Banco Master é por que, de alguma forma, tem seu rabo preso”, comentou o parlamentar em entrevista à CNN.
Entenda o caso
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025. Na ocasião, a autoridade monetária informou que a decisão foi motivada por “grave crise de liquidez” e “graves violações” às normas do SFN (Sistema Financeiro Nacional).
Foram liquidados de forma extrajudicial o Banco Master S/A, do Banco Master de Investimento S/A, do Banco Letsbank S/A, e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários. Dados divulgados pelo BC indicavam que o conglomerado do Banco Master detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do SFN.
A liquidação do Banco Master foi acompanhada da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF (Polícia Federal) para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o SFN. O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso no âmbito da operação, um dia antes da decisão do BC, em 17 de novembro.






