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O Movimento Nacional Mulheres Vivas está convocando uma manifestação para o próximo domingo (7) na Avenida Paulista, em São Paulo, e em diversas outras cidades do país, em resposta ao aumento dos casos de tentativas e feminicídios consumados.
A secretária nacional do PSB Inclusão e uma das coordenadoras do ato, Luciana Trindade, afirmou ao jornal Metrópoles que, “quando os índices de feminicídio tentado e consumado batem recordes em vários estados, isso revela que o país falhou na proteção, na prevenção e na resposta estatal”.
Ela destaca que a mobilização, organizada nos 26 estados e no Distrito Federal, é determinante “porque estados como Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo têm registrado episódios brutais de violência, com pouca responsabilização dos agressores”. Segundo Luciana, “a presença das mulheres nas ruas pressiona o poder público e evidencia que não há mais espaço para omissão”.
Luciana explica que o movimento nasceu da iniciativa de Lívia Gatto e Rachel Ripani, a partir de um grupo de WhatsApp. Em pouco tempo, mais de 200 mulheres de todas as regiões do país se reuniram por videochamada para organizar o ato.
“O objetivo é unificar o país em uma denúncia coletiva sobre a violência que atinge todas as mulheres, dar visibilidade às vítimas, exigir respostas do Estado e marcar que não aceitaremos mais retrocessos. É uma ação coordenada, nacional, com foco no enfrentamento à violência e na cobrança por políticas públicas efetivas”, enfatizou a coordenadora.
Casos recentes de violência contra a mulher têm ganhado repercussão nacional. O que mais chamou atenção na última semana foi uma tentativa de feminicídio envolvendo Tainara Souza Santos, de 30 anos, arrastada por um carro na Marginal Tietê, na zona norte de São Paulo. Ela teve as duas pernas amputadas e permanece internada em estado grave.
O agressor é Douglas Alves da Silva, de 26 anos, com quem Tainara mantinha um relacionamento. Ele está preso e é investigado em inquérito policial.
No dia anterior (28/11), duas mulheres foram assassinadas após o ataque de um feminicida no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) Celso Suckow da Fonseca, no Maracanã, zona norte do Rio de Janeiro.
A diretora da equipe pedagógica, Allane de Souza Pedrotti Matos, de 41 anos, e a psicóloga Layse Costa Pinheiro, de 40 anos, foram mortas a tiros por João Antônio Miranda Tello Ramos Gonçalves, funcionário do Cefet que não aceitava ser chefiado por mulheres.
E, na última segunda-feira (1º/12), a zona norte da capital paulista foi palco de mais uma tentativa de feminicídio: um homem invadiu a pastelaria onde a ex-namorada trabalhava e atirou contra ela usando duas pistolas. A vítima, de 38 anos, foi baleada ao menos seis vezes. O agressor fugiu.
De acordo com a organização, em São Paulo o ato começa às 14h, com concentração a partir das 12h no Vão do MASP.
Com informações do portal Metrópoles.






